Fernando Sales Lopes

Fernando Sales Lopes

Biografia

Fernando Sales Lopes reside em Macau desde 1986. É jornalista, licenciado em História e Mestre em Relações Interculturais. Investiga temas relacionados com questões identitárias sobretudo através das festividades e das manifestações culinárias de Macau, nomeadamente da comunidade macaense, sobre o que publicou, entre outros, o livro Os Sabores das Nossas Memórias. Comida e Etnicidade Macaense (Macau, 2017); o romance juvenil Terra de Lebab (Macau,2008) e concebeu a série documental de duas dezenas de episódios, Olhar Macau (Macau, 2009-2012), com guiões da sua autoria, produzida pela Casa de Portugal em Macau.
De entre a sua obra poética destacam-se os livros Pescador de Margem (Macau, 1997), galardoado com o Prémio “Camilo Pessanha” ―1996/97, e Geo metria & Exercícios em Busca da Perfeição (Macau, 2013). Autor do poema “Flor de Lótus”, letra do hino de encerramento da Sessão Cultural da Transferência de Administração de Macau para a China (19 de Dezembro de 1999), encontra-se traduzido e representado em diversas antologias, tanto em Portugal como em Macau, tendo ainda, desde os finais da década de 1960, publicação dispersa em revistas e páginas literárias.
F. S. Lopes tem ainda colaborado como actor e declamador em diversas espectáculos, filmes, saraus e séries televisivas, e organizado, encenado e produzido diversificados eventos culturais, incluindo inúmeras sessões encenadas de poesia. Sócio-fundador do Grupo Cultural de Arte Dramática “Min Kói – Máscara”, de Macau, esteve directamente envolvido na produção e realização, como encenador, director de artistas, cenógrafo e actor, de diversas peças, de autores como Stravinsky e Ramuz, Brecht, José Régio e Y. K. Centeno. Em Macau participou, ainda, em filmes e séries televisivas como a Trança Feiticeira, do realizador Yuanyuan Cai, e O Dragão de Fumo, de José Carlos Oliveira.
Participou dizendo poesia no documentário Camilo Pessanha – Um Poeta ao Longe (Portugal, 2007) de Francisco Manso. Com a pintora Isabel Rasquinho realizou o projecto de pintura e poesia “Conivências” (Macau, 2009). Em 2008 apresentou, com as Produções Kinomind, a instalação multimédia A Viagem, baseada em Os Lusíadas e na obra de Fernando Pessoa.